A ideia surge quando você vivencia um a situação e pensa em
maneiras possíveis de agregar novas práticas a ela. A hastag
#demuletasrosaporai surgiu de minhas caminhadas. Uma expressão de
minhas vontades, superações e materialização de minhas
experiências. Uma história de luta, resistência e cheia de amor.
Essa história
começa em São Gonçalo, com uma menina negra cheia de sonhos. Estudiosa, militante, atleta, divertida e muito saideira, desde sempre. Quando tinha 21
anos, estava cursando Biologia, estagiando na FIOCRUZ, foi quando o
acidente aconteceu. Fui atropelada na volta para casa. Foram 3 meses
de hospital, muitas visitas calorosas, muitas dores e alguma
esperança de reabilitação. Depois disso, 9 meses em casa, em busca
de possíveis tratamentos que pudessem recuperar a perna muito
atingida. Sem sucesso, a amputação foi o caminho mais dentro da
realidade, para uma qualidade de vida, o que aconteceu em 2002, no
INTO, no RJ.
Momento triste mas
de um folego de esperança, a vida segue e continua bravamente.
Fisioterapia, chegam as muletas, minhas fiéis parceiras. Volto para
a faculdade, mas o estágio já não cabia mais; muita coisa muda em
você e em como se relacionar com o espaço, e assim segui. Mais
fisioterapia, a prótese, outra grande parceira. Termino a faculdade,
agora sou professora de Biologia. Trabalhei na Prefeitura do Rio, no
Estado e hoje, estou na Prefeitura de Niterói. Fiz especialização
e mestrado em Educação, superando os obstáculos do caminho. Mas o
tempo não passou tão fácil assim.
Alternando entre
prótese e muletas foi essa trajetória. De prótese tudo fica bem
mais fácil para as atividades cotidianas, mas nem sempre foi
possível. Adaptação é um caminho difícil, que encaro até hoje,
por questões diversas: modelo do encaixe, sobrepeso e o material
utilizado. Mas assim segue, hoje me encontro na fase muletas.
Também nessa
trajetória, passei por muitas questões em relação a
acessibilidade como um todo, vivenciando espaços adaptados ou não,
mas tentando superar quaisquer barreiras sempre. Atitude própria e
cercada de pessoas que te passam confiança, podemos ir longe, bons
parceiros para a vida. Já fiz trilhas e várias viagens, curtir
passeios de barco, pulei de parapente, desci de tirolesa, adoro praia
e o mar, enfim, atividades que me permitem viver, experimentar mais
além.
Minha habilitação
foi requerida após o acidente, fiz todo o procedimento em carro
adaptado, obtive o laudo para a compra do carro, fui habilitada e
logo em seguida, o meu outro grande parceiro nessa jornada veio. Ter
um carro adaptado ampliou minhas possibilidades, inclusive me
despertou para essa proposta.
#demuletasrosaporai
surge com esse novo olhar para a vida cotidiana, o quanto a
tecnologia permite que outros olhares sejam agregados a práticas
antes nem tão importantes assim. Ao usar mais o instagram, utilizar
as famosas hastags e a forma irreverente desse contexto, veio como
uma forma de expressar essa minha experiência com a acessibilidade e
minha visão sobre a minha deficiência.
Humildemente, sigo firme, tentando sorrir até doer a barriga!!!
Saúde para todos nós!!!!
#demuletasrosaporai #distantesparaestarmosjuntos #saúdeparatodosnós
Daratilde
Essa história começa em São Gonçalo, com uma menina negra cheia de sonhos. Estudiosa, militante, atleta, divertida e muito saideira, desde sempre. Quando tinha 21 anos, estava cursando Biologia, estagiando na FIOCRUZ, foi quando o acidente aconteceu. Fui atropelada na volta para casa. Foram 3 meses de hospital, muitas visitas calorosas, muitas dores e alguma esperança de reabilitação. Depois disso, 9 meses em casa, em busca de possíveis tratamentos que pudessem recuperar a perna muito atingida. Sem sucesso, a amputação foi o caminho mais dentro da realidade, para uma qualidade de vida, o que aconteceu em 2002, no INTO, no RJ.
Momento triste mas de um folego de esperança, a vida segue e continua bravamente. Fisioterapia, chegam as muletas, minhas fiéis parceiras. Volto para a faculdade, mas o estágio já não cabia mais; muita coisa muda em você e em como se relacionar com o espaço, e assim segui. Mais fisioterapia, a prótese, outra grande parceira. Termino a faculdade, agora sou professora de Biologia. Trabalhei na Prefeitura do Rio, no Estado e hoje, estou na Prefeitura de Niterói. Fiz especialização e mestrado em Educação, superando os obstáculos do caminho. Mas o tempo não passou tão fácil assim.
Também nessa trajetória, passei por muitas questões em relação a acessibilidade como um todo, vivenciando espaços adaptados ou não, mas tentando superar quaisquer barreiras sempre. Atitude própria e cercada de pessoas que te passam confiança, podemos ir longe, bons parceiros para a vida. Já fiz trilhas e várias viagens, curtir passeios de barco, pulei de parapente, desci de tirolesa, adoro praia e o mar, enfim, atividades que me permitem viver, experimentar mais além.
Minha habilitação foi requerida após o acidente, fiz todo o procedimento em carro adaptado, obtive o laudo para a compra do carro, fui habilitada e logo em seguida, o meu outro grande parceiro nessa jornada veio. Ter um carro adaptado ampliou minhas possibilidades, inclusive me despertou para essa proposta.
#demuletasrosaporai surge com esse novo olhar para a vida cotidiana, o quanto a tecnologia permite que outros olhares sejam agregados a práticas antes nem tão importantes assim. Ao usar mais o instagram, utilizar as famosas hastags e a forma irreverente desse contexto, veio como uma forma de expressar essa minha experiência com a acessibilidade e minha visão sobre a minha deficiência.
Humildemente, sigo firme, tentando sorrir até doer a barriga!!!
Saúde para todos nós!!!!
#demuletasrosaporai #distantesparaestarmosjuntos #saúdeparatodosnós
Daratilde

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